a construção

"Todo cidadão possui numerosas relações com algumas partes de sua cidade

e a sua imagem está impregnada de memória e significações." (Kevin Lynch)

A história de região de Venda Nova é repleta de curiosidades. Não é possível datar sua origem; no entanto, existem documentos dos séculos XVIII e XIX que revelam que foi sendo constituído um povoado em virtude da passagem periódica de tropas por este caminho.

 

Um desses documentos é uma carta endereçada à Dona Maria I (Rainha de Portugual), datada de 1787, através da qual é solicitada a autorização à rainha para erguer, em Venda Nova, uma capela de invocação a Santo Antônio de Lisboa, pois os moradores do Arraial da Venda Nova padeciam de falta de "pasto espiritual".

TRABALHO E RELIGIOSIDADE

 

Conforme relato de Dona Perina no livro “Lembranças de Venda Nova”, a primeira construção da Matriz ocorreu em 1809, e era composta de duas torres, um coreto, o adro onde se enterrava os padres, portas e janelas azuis, um salão, duas entradas, uma a direita outra a esquerda. A entrada da direita dava acesso ao cemitério cujo restos mortais ali sepultados foram levados para o da Consolação. Tinha ainda uma capelinha de vidro com a imagem de uma Nossa Senhora que usava brinco, chamada de Nossa Senhora de Brinco.

 

As festas religiosas, em especial as do mês de maio e Semana Santa, tinham envolvimento da população venda-novense que participavam das celebrações, procissões, coroações, etc. Nas celebrações a igreja era dividida ao meio. As mulheres ficavam a esquerda e os homens à direita, com exceção da Semana Santa.

CURIOSIDADES

 

As atividades econômicas estavam ligadas ao cultivo da terra e a exploração de seus recursos naturais, o que não facilitava a vida de seus trabalhadores, nas lembranças do Sr. João Fausto Costa, o Sr. Zinho, um dia-a-dia de muito trabalho e de muitas dificuldades. Construir era um dos ofícios comuns na região. Na foto, homens trabalham na reconstrução da Igreja Matriz.

 

Em 1925, a igreja presenciava o nascimento da corporação Musical Santo Antônio de Venda Nova, onde o Sr. Geraldo começou a ensinar músicas para alguns meninos como o Hélio, Antônio Olinto, Almir e outros totalizando 18 jovens, da Sociedade São Vicente de Paula que ajudava as famílias carentes e subdividiu em várias outras conferencias em Areias, Ribeirão da Neves e também em Venda Nova e responsável pela aquisição e construção do Lar dos Idosos que funciona até hoje.

uma nova igreja para santo antônio

UM SONHO QUE VAI SE CONSTRUINDO NA FÉ E NA LUTA!

Quando o Pe. Célio chegou à Paróquia de Santo Antônio, encontrou toda a área que pertence à igreja ocupada por empréstimo ou aluguel. Onde hoje foi construído o Edifício D. Conceição funcionava uma Oficina Mecânica de Automóveis. A Sociedade São Vicente de Paulo já havia deixado o local. O CEPASA, onde nos encontramos para celebrar, estava alugado para o Prof. Sales, com a Escola Helena Bicalho; onde funciona a Casa de Nazaré era utilizado pelo IPSEMG. Após várias negociações e muito diálogo, todo este espaço que estava sendo utilizado para outros fins foi devolvido à Paróquia.


A partir de então, desde 2001 a Paróquia Santo Antônio vem passando por um grande momento de transformação documental. O pároco daquela época, Pe. Célio Silva Diniz (Pe. Celinho), iniciou um trabalho de regularização, tanto pastoral, quanto administrativo. A Paróquia só possuía a posse do imóvel territorial, mas não tinha a documentação. O primeiro passo de Pe. Celinho foi organizar uma equipe para providenciar os documentos oficias, já que a posse do terreno era muito complexa. Esta equipe foi composta pelo Dr. Juarez Amorim, Dr. Paulo Lara, Prof. Inacinho Alvarenga, Dra. Edna, Dra. Marília e Pe. Célio que providenciaram o registro do imóvel por usucapião, para ter a reintegração da área atual documentada em juízo. Houve uma indenização efetuada pelo Pároco - Administrador da Paróquia (Pe. Celinho), no valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) ao Sr. Antônino Matias, irmão do nosso saudoso finado Pe. José Marzano Matias, cujas testemunhas foram Dona Prosperina e Sr. Hugo Froes, antigo Tabelião. O indenizado residia no terreno da igreja e possuía uma escritura que atestava que o lote era de sua propriedade. 


Formou-se uma nova comissão, composta por Pe. Célio, Dra. Edna, Dra. Marília, Vereador Silvinho Rezende, Prof. Inacinho e Dr. Admar, no intuito de organizar a Comunidade para realizar trabalhos e eventos para reerguer uma nova Igreja Matriz de Venda Nova, pois a antiga já estava condenada. Sua demolição foi feita com a autorização da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e da Arquidiocese. Para tal serviço, a Engenheira Márcia Antônia Souza Diniz - Responsável Técnica (RT) - começou a trabalhar com as obras da Igreja. Ao providenciar a documentação solicitada pela Prefeitura, descobre que o imóvel era em área indivisa e não possuía o Cadastro de Planta Territorial no município. Até então a Paróquia tinha o registro de posse (usucapião), IPTU, pois não existia índice cadastral e foi em 2004 que a área foi registrada em nome da Mitra Arquidiocesana de Belo Horizonte.

 

Depois da demolição da igreja, era necessário um espaço para reunir os fiéis para celebração. Foi aí que começamos a utilizar o CEPASA como espaço provisório. Porém, a dificuldade de resolver a liberação da nova construção nos faz reunir no mesmo espaço até hoje! O mesmo terreno da igreja, que necessita da documentação registrada e liberada no cartório, aguarda a permuta com o lote onde hoje é localizado o COMBASP.  De acordo com a legislação municipal, para qualquer construção exige-se uma taxa referente a 15% do terreno paga à PBH e como não tínhamos como pagar essa porcentagem, a Arquidiocese oferece como permuta o terreno do COMBASP que pertencia à Mitra Arquidiocesana de Belo Horizonte, cuja doação foi feita pelo Vereador Antônio Pinheiro. Porém, o que está dificultando essa troca é que o terreno se encontra ainda em processo de regulamentação junto ao Cartório. Com toda essa delonga processual das documentações e a demolição das construções residenciais, surge a ideia da construção do Centro Pastoral, o Edifício Dona Conceição, que acolhe todos os grupos, movimentos e pastorais paroquiais e forâneos, concluído em 2006. 


Toda área ficou exposta com a demolição da igreja antiga e a construção do Centro Pastoral, havendo assim a necessidade de cercar toda a área da igreja, pois houve uma denúncia de que a Paróquia estaria se apoderando de um espaço público. Contudo, o espaço cercado era de posse da igreja. Nessa ocasião já possuíamos o documento de posse (usucapião). Entretanto, foi necessário o envolvimento político na Câmara Municipal para resolver essas pendências. Foi criada uma comissão com o Vereador Silvinho Resende, o Professor Inácio Alvarenga, o Advogado Admar e a Engenheira Márcia Diniz. Depois de muitas reuniões e discussões sobre a situação, o Vereador providenciou a desafetação e convocou votação na Câmara de Belo Horizonte; tendo na plenária os 41 votos dos vareadores. A Prefeitura então assina a documentação comprovando que toda área cercada pertence à Paróquia. O próximo passo foi regularizar e criar o índice cadastral para entrar com o projeto de desmembramento da área de registro oficializada em Lei pelo Prefeito da época, que demanda agora da Lei de ocupação do solo. 


A luta continua e a comunidade não desiste de seu sonho de edificar a igreja Matriz de Santo Antônio. Com a chegada do Pe. José Alves de Deus (Pe. Zezinho) o atual Pároco e Administrador Paroquial nomeado no dia 31 de janeiro de 2015, vem acompanhando o processo administrativo dessa permuta dos lotes, e segundo os responsáveis do caso junto à prefeitura, tudo está sendo encaminhado conforme os tramites normais. Após alguns meses da chegada do Pe. Zezinho, a Paróquia recebeu uma notificação do Corpo de Bombeiros, solicitando a adaptação do Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio no CEPASA, pois o espaço que hoje é utilizado para as celebrações não estava adaptado conforme a legislação de segurança.

Assim, em 2016 o Padre Zezinho reformou o espaço celebrativo (Cepasa), para receber as celebrações, construiu uma nova Capela para o Santíssimo e adequou o prédio em conformidade com as medidas de segurança previstas pela legislação.

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MEMÓRIAS EM FOTOS

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DIA 13 - TREZENA DE SANTO ANTÔNIO

Missa às 15h e às 19h (Se dia de semana)

Missa às 15h e às 18h (Sábado)

Missa às 7h, 9h e 18h (Domingo)

PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO | ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE