• Paróquia Santo Antônio

Semana Santa é convite à conversão e à renovação de vida



“A Semana Santa é um grande retiro.” É essa expressão que o reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, padre João Batista de Almeida, usa para explicar como cada cristão deve vivenciar esse período tão especial para a Igreja Católica.

O retiro a que ele se refere envolve todas as comunidades eclesiais, convidando todos os cristãos à conversão e à renovação de vida, assim como o próprio significado da ressurreição.

“Antigamente, as pessoas, nesses dias, sobretudo no Tríduo Pascal – Quinta, Sexta e Sábado Santos – não trabalhavam e participavam mais das celebrações nas igrejas”, recorda.

De acordo com o sacerdote, na Igreja Católica as celebrações da Semana Santa acontecem de modo a proporcionar a todos os fiéis um momento especial de oração e de vivência do Mistério Pascal com Jesus.

Mas, em tempos de tanto individualismo como o que vivemos na sociedade pós-moderna, como cada cristão deve vivenciar a Semana Santa? “Primeiro, participando das celebrações”, aponta padre João Batista.

Mas a participação deve acontecer por obrigação, mas sobretudo com o desejo de, de fato, vivenciar aquele momento que anuncia toda a fundamentação da fé católica: a Ressurreição de Jesus Cristo.

“Na quinta-feira eu vou vivenciar a ceia com Jesus; na sexta-feira, a Paixão e a morte de Jesus; no Sábado Santo, a ressurreição de Jesus”, exemplifica o religioso.

Segundo o missionário redentorista, essa é a expectativa que esse tipo de participação vai criando no interior de cada fiel e que, depois, acaba surtindo efeitos na vida prática. “Quem ressuscita com Jesus jamais vai ter a mesma vida que teve antes”, resume.

Principais celebrações

O Tríduo Pascal contempla as principais celebrações da Semana Santa, tendo como ponto alto a Vigília Pascal. “Ela celebra o fundamento maior da nossa fé, que é a ressurreição de Jesus”, conta padre João Batista.

O Tríduo tem início com a missa vespertina da Quinta-feira Santa encerrando com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Esses três dias acabam sendo uma só celebração, com foco no mistério pascal. De acordo com o site Catequisar, é por isso que nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final.

Isso só acontece no final da Vigília Pascal que, aliás, traz toda uma simbologia – como a Bênção do Fogo Novo e a Liturgia Batismal – que conduz os fiéis a refletirem a respeito do triunfo da vida sobre a morte, ou seja a Ressurreição de Jesus.

A professora de ensino fundamental Rita de Cássia da Silva, de São José dos Campos (SP), procura vivenciar a Semana Santa participando de todas as celebrações em sua comunidade, na Paróquia Sagrada Família.

No Domingo de Ramos, ela vai à procissão e, depois à missa. Na Segunda e Terça-feira Santas, assiste à missa. Na Quarta-feira Santa, Rita participa da procissão do encontro, onde homens levam a imagem de Jesus carregando a Cruz, e as mulheres carregam a imagem de Nossa Senhora das Dores pelas ruas do bairro, com meditação sobre a dor no calvário. Ela também participa de todas as celebrações do Tríduo Pascal, que considera importantes para a vivência de sua fé. “Todas são significativas para mim, é uma sequência. Uma completa a outra e no sábado é o ápice, o dia da Ressurreição”, explica.

Na opinião da professora, todo cristão tem por “obrigação” rezar, jejuar e fazer caridade – ações que ficam mais evidentes no tempo da Quaresma. “Confesso que me esforço para ser um ser humano melhor nos pequenos gestos, a controlar meus nervos, minha língua e meus pensamentos. E essas pequenas ações, de pouquinho em pouquinho vão transformando nosso coração. É uma conversão, mudança de rumo, não uma conversão da noite para o dia, mas uma conversão dia após dia”, afirma.

A Páscoa é a data mais importante do calendário litúrgico e, por isso, ela espera que todos possam ser instrumentos de paz em suas famílias, comunidades no ambiente de trabalho.

“Deus nos deu seu único Filho para a nossa Salvação. Já estamos salvos pelo Sangue Precioso de Jesus lá na Cruz. Ele já ‘pagou’ nossa entrada para o Reino de Deus e pagou caro. Basta apenas não perdermos esse tíquete para o Céu”, conclui a professora.

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Terça a sexta-feira, às 7 horas e às 19 horas

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DIA 13 - TREZENA DE SANTO ANTÔNIO

Missa às 15h e às 19h (Se dia de semana)

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